De acordo com especialista, algumas boas práticas permitem às empresas fortalecer sua posição financeira, reduzir riscos e se preparem para oportunidades de crescimento
O fluxo de caixa (ou Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC), é um dos pilares fundamentais para a saúde financeira de qualquer empresa. Ele representa toda a movimentação de dinheiro, evidenciando entradas e saídas de recursos e permitindo uma gestão mais eficiente. Entender essa dinâmica é essencial para evitar surpresas desagradáveis e garantir a liquidez para o crescimento sustentável.
De acordo com Wallenstein Junior, CEO e fundador da WJR Consulting, a gestão eficiente do fluxo de caixa é fundamental. “Muitas lucram, mas enfrentam dificuldades financeiras por falta de controle sobre suas entradas e saídas”, afirma o especialista. Com as estratégias certas, é possível não apenas evitar problemas financeiros, mas também criar um planejamento sustentável de crescimento.
Wallenstein listou sete alavancas para as empresas melhorarem seus fluxos de caixa. Elas seguem abaixo:
1 – Aprimoramento das vendas
Otimizar os termos de recebimento e aumentar o volume de negócios são medidas essenciais para melhorar a previsibilidade financeira. De acordo com o CEO da WJR, empresas bem-sucedidas estão renegociando prazos, oferecendo incentivos para pagamentos antecipados e diversificando seus canais de venda para acelerar o ciclo de conversão e maximizar a geração de receita. “São estratégias para otimizar os termos de recebimento e aumentar o volume de negócios”, revela ele.
2 – Automação do controle financeiro
A tecnologia se tornou uma aliada indispensável na gestão financeira. Ferramentas de automação proporcionam relatórios precisos e em tempo real, permitindo que as empresas tomem decisões informadas sobre antecipação de recebíveis, investimentos e despesas operacionais. Com a digitalização, a previsibilidade financeira aumenta e as margens de erro são reduzidas.
3 – Gestão de cobrança e inadimplência
O uso de ferramentas de cobrança digital, segmentação de clientes conforme perfil de risco e políticas claras de crédito, são iniciativas que melhoram a recuperação de valores em aberto, fortalecendo a liquidez do negócio.
4 – Otimização dos custos fixos e variáveis
Wallenstein Junior afirma que reduzir desperdícios e aumentar a eficiência operacional são importantes para uma gestão financeira robusta. “Sempre recomendo que se façam diagnósticos detalhados de custos fixos e variáveis possibilitando ajustes estratégicos, como renegociação de contratos, otimização de processos produtivos e implementação de tecnologias que reduzem despesas desnecessárias.
5 – Uso estratégico de crédito e financiamento
O especialista reforça ainda a importância de buscar capital externo de forma planejada “As empresas bem-sucedidas utilizam financiamentos de maneira estratégica, priorizando linhas de crédito com taxas competitivas e prazos adequados às necessidades do negócio. O crédito pode ser um importante catalisador de crescimento quando alinhado a um planejamento sólido”, explica ele.
6 – Investimentos inteligentes
Outra iniciativa importante é a alocação eficiente de recursos é um diferencial para a sustentabilidade financeira. Os negócios que avaliam criteriosamente seus investimentos conseguem direcionar capital para ativos que geram retorno positivo, seja por meio da expansão de capacidade produtiva, tecnologia ou diversificação de produtos e serviços.
7 – Precificação Estratégica
Definir preços corretamente é fundamental para garantir margens saudáveis e fluxo de caixa positivo. “É fundamental adotar modelos de precificação que consideram custos diretos e indiretos, percepção de valor pelo cliente e elasticidade da demanda. Dessa forma, é possível manter a competitividade sem comprometer a rentabilidade”, ensina Wallenstein Junior.
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